Securities lending em ETFs: a “renda extra” existe, mas o risco mora no colateral

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Securities lending em ETFs pode gerar receita, mas traz riscos: colateral, contraparte e reinvestimento. Veja como avaliar governança e transparência.

O securities lending em ETFs é um dos temas mais ignorados por quem compra ETF só olhando taxa e nome do índice. Na superfície, parece simples: o fundo empresta ações ou títulos, recebe colateral e ganha uma receita que pode ajudar o retorno. Só que o “detalhe” que separa um programa saudável de um problema é a governança: quem toma o risco, como o colateral é administrado e o que acontece em estresse.

Em 2025, há relatos de receitas de securities lending em níveis recordes em determinados períodos, com destaque para o papel do lending via ETFs em parte desse movimento.

No próximo tópico você vai entender de onde vem a receita. Depois, o que realmente interessa: os riscos, sobretudo os ligados a colateral e reinvestimento.

Como funciona securities lending em ETFs (visão prática)

Um ETF pode emprestar parte dos ativos da carteira para um tomador (geralmente instituição financeira), recebendo:

  • taxa de empréstimo
  • colateral (dinheiro ou títulos) com margem de segurança

A ideia é aumentar eficiência sem alterar o mandato principal do ETF.

Por que a receita cresceu em alguns ciclos

Receita de lending tende a subir quando:

  • há alta demanda para “tomar emprestado” (short selling, arbitragem, hedge)
  • certas ações/títulos ficam “caros” para emprestar
  • aumentam volumes e necessidade de eficiência no mercado

O risco que poucos leem: colateral e reinvestimento

A discussão séria não é “emprestar é bom ou ruim”. É: como o risco é mitigado.

Materiais educacionais de gestores destacam que lending “carrega risco”, e que diretrizes e validação de contrapartes são parte da mitigação.
Ao mesmo tempo, documentos de programas de lending mencionam explicitamente risco ligado ao reinvestimento de colateral em dinheiro, inclusive possibilidade de perda se a carteira de reinvestimento cair.

Três riscos que você deve saber que existem

  • Risco de contraparte: o tomador falha, e o colateral pode não cobrir tudo em um cenário extremo
  • Risco do colateral: qualidade e haircuts importam
  • Risco de reinvestimento: quando colateral em dinheiro é reinvestido, existe risco de mercado e liquidez

Há também alertas institucionais sobre riscos do pool de colateral e efeitos de alavancagem econômica em alguns arranjos. SSGA

Checklist de governança para o investidor (sem jargão)

Antes de decidir, entenda que:

  • a política de lending varia por emissor e jurisdição
  • transparência muda muito de casa para casa

O que procurar em relatórios e disclosures:

  • percentual máximo que pode ser emprestado
  • split de receita (quanto fica com o fundo vs agente)
  • tipo de colateral aceito e haircuts
  • política de reinvestimento do colateral em dinheiro
  • como a casa monitora contrapartes

FAQ

O que é securities lending em ETFs?
É o empréstimo de ativos do ETF a contrapartes, em troca de taxa e colateral.

Securities lending melhora o retorno do ETF?
Pode ajudar, mas não é garantido e depende de demanda, taxas e custos do programa.

Qual o maior risco do lending?
Em muitos casos, o risco mais sensível é colateral e reinvestimento de colateral em dinheiro.

Todo ETF faz securities lending?
Não. Depende do emissor, produto e política.

Como saber se o ETF faz lending e quanto?
Normalmente em relatórios do fundo e documentos periódicos do emissor.

Conclusão

Securities lending em ETFs pode ser uma fonte de receita, mas a conversa madura é sobre governança e colateral não sobre “renda extra”. 2025 reforçou o tema com dados e relatórios mostrando força da receita em alguns períodos.

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