Meta description: Reuters reporta que a J.P. Morgan estruturou um USCP de US$ 50 milhões para a Galaxy Digital na Solana, com liquidação e resgate em USDC e compra por Coinbase e Franklin Templeton.
Introdução
Quando um banco como a J.P. Morgan sai do laboratório e leva um instrumento clássico do mercado de capitais para uma blockchain pública, a tokenização deixa de ser “ideia bonita” e começa a parecer infraestrutura em construção.
Segundo a Reuters, a J.P. Morgan emitiu/estruturou um U.S. Commercial Paper (USCP) para a Galaxy Digital na Solana, em uma operação de cerca de US$ 50 milhões, com Coinbase e Franklin Templeton como compradores, e com USDC usado tanto na emissão quanto no resgate.
O que aconteceu na prática
A transação é relevante por três motivos bem objetivos:
- O ativo é dívida de curto prazo (commercial paper), um instrumento tradicional e amplamente usado por empresas para financiar caixa. Reuters
- A operação aconteceu em blockchain pública (Solana), escolhida por características como velocidade e custo de transação, segundo a própria linha narrativa do mercado e da Reuters.
- A liquidação foi feita usando USDC, uma stablecoin emitida pela Circle, tanto na “entrada” (emissão) quanto na “saída” (resgate).
Além disso, coberturas do setor destacaram que a J.P. Morgan atuou como arranjadora, criou o token USCP on-chain e habilitou um modelo de entrega versus pagamento (DvP). Ledger Insights
Por que isso é “tokenização de verdade” e não só buzzword
O mercado já viu muitos projetos chamarem de RWA coisas que eram, na prática, apenas “tokens representando uma promessa”. Aqui, o que chama atenção é o pacote completo:
Ativo real com função econômica clara
Commercial paper não é experimento: é um instrumento de financiamento corporativo de curto prazo, e justamente por isso é um ótimo candidato para testar tokenização com investidores institucionais é simples, padronizável e orientado a fluxo de caixa.
Liquidação com dinheiro on-chain
Sem “dinheiro” on-chain, tokenização vira meio caminho: você tokeniza o ativo, mas ainda liquida no mundo legado com janelas, conciliações e fricções. Ao usar USDC na emissão e no resgate, a estrutura começa a se parecer com um fluxo completo digital (ativo + caixa) ainda com riscos, mas muito mais próxima do que o mercado entende como modernização real.
Teste em infraestrutura aberta
Um ponto implícito importante: blockchain pública amplia interoperabilidade, mas exige padrões mais rígidos de risco operacional (rede, chaves, custódia, compliance, governança de upgrades). É aqui que se separa “marketing” de “engenharia”.
O que isso sinaliza para o futuro do mercado digital
A Reuters também reporta que a J.P. Morgan pretende expandir a abordagem, explorando aumento de base de emissores e investidores e até o tipo de security ao longo do tempo.
Se esse caminho avançar, as implicações são grandes:
- Mercado de money markets on-chain: instrumentos curtos (como CP) podem virar a “porta de entrada” institucional para RWAs em escala.
- Ciclo 24/7: o “mundo cripto” opera sem pausa; o mercado tradicional, não. Tokenização pressiona para repensar janelas de liquidação, governança e controles.
- Novo papel das exchanges: se compradores institucionais e plataformas como Coinbase participam como investidores/infra, o mercado se aproxima do modelo “super app” de serviços financeiros digitais.
Riscos e limitações que você precisa colocar no artigo (para manter padrão profissional)
Tokenização não elimina risco; ela muda o tipo de risco. Neste caso, os principais são:
- Risco do emissor: commercial paper é dívida sem garantia; o risco de crédito existe e continua existindo.
- Risco da stablecoin: USDC depende de emissor, reservas, governança e confiança do mercado (além de aspectos regulatórios).
- Risco operacional/custódia: chaves, carteiras, controles internos e procedimentos de recuperação viram tema central em ambiente on-chain.
- Risco de rede e governança tecnológica: upgrades, congestionamento, falhas e dependências técnicas precisam entrar no checklist institucional.
FAQ
Commercial paper tokenizado é “título público” como Treasury?
Não. Commercial paper é dívida corporativa de curto prazo; não é um título soberano.
Isso significa que “tudo vai virar token” em 2026?
Não automaticamente. Um deal marco valida a direção, mas escala depende de padrão legal, operacional, adesão de participantes e apetite regulatório.
Por que usar Solana e não uma blockchain privada?
Blockchains públicas tendem a oferecer maior abertura/interoperabilidade, enquanto privadas oferecem controle e governança fechada. A Reuters destaca o apelo de redes rápidas e de baixo custo para instituições.
USDC elimina fricção de liquidação?
Reduz algumas fricções, mas adiciona outras (risco do emissor da stablecoin, compliance, políticas internas de tesouraria, etc.).
Conclusão (com CTA)
A tokenização “de verdade” começa quando o ativo é tradicional, o fluxo é completo (ativo + caixa on-chain) e os participantes são institucionais exatamente o que esse caso simboliza: USCP tokenizado na Solana, liquidação em USDC, compradores como Coinbase e Franklin Templeton, com J.P. Morgan como estruturadora. Reuters
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