Fundos tokenizados: por que Wall Street está tokenizando money markets e como isso pode competir com ETFs

Entenda fundos tokenizados, o avanço dos tokenized money market funds e onde eles competem ou complementam ETFs na infraestrutura financeira.

Fundos tokenizados são uma evolução de “produto financeiro” para “produto financeiro + trilho tecnológico”. Em vez de sua cota existir só em sistemas tradicionais, ela passa a ter representação via token, com potencial de liquidação mais rápida e integração com stablecoins e operações 24/7.

Em dezembro de 2025, a JPMorgan anunciou um tokenized money-market fund (MONY) com cotas tokenizadas em blockchain, segundo a imprensa financeira.
E instituições como BIS também vêm analisando a ascensão de tokenized money market funds (TMMFs) e diferentes estruturas legais usadas no mercado.

O que é um fundo tokenizado na prática

Você continua tendo:

  • um fundo com política, ativos, risco, gestão
  • regras de elegibilidade e compliance

O que muda é o “meio”:

  • cotas podem ser representadas como tokens
  • transferências podem ser mais programáveis
  • potencial de integrar com stablecoins (subscrição/redemptions) em certos arranjos

Exemplo relevante: o Franklin OnChain U.S. Government Money Fund (FOBXX) descreve estratégia típica de money market com altíssima parcela em títulos do governo, mas com registro/representação onchain em sua estrutura.

Tema 1: por que tokenizar money markets agora

Porque money market é um “tijolo” perfeito para tokenização:

  • ativo conservador (comparado a cripto)
  • demanda por yield sobre caixa
  • uso como colateral e “cash leg” em operações

O BIS aponta que gestoras tradicionais como Franklin Templeton e BlackRock lançaram TMMFs, e que também há entrada de players cripto-nativos, com estruturas legais variando. Banco de Compensações Internacionais

Tema 2: ETFs vs fundos tokenizados competição ou complemento?

Onde competem

  • distribuição do “caixa” e renda curta: money market tokenizado pode competir com ETFs de curto prazo para certos públicos
  • experiência e fricção operacional: se a liquidação for mais rápida e integrada, o “custo de operar” muda

Onde complementam

  • ETFs continuam fortes em acesso de varejo massivo e bolsa
  • fundos tokenizados podem dominar nichos institucionais (colateral, 24/7, integração com tesouraria e stablecoins)

A leitura realista: tokenização não elimina risco, nem substitui governança. Ela muda velocidade, integração e potencial de automação.

Riscos e pontos que exigem honestidade

  • risco operacional e jurídico (estrutura, custódia, resgate)
  • risco de tecnologia (infra, dependência de plataforma)
  • risco de concentração (poucos trilhos, poucos emissores)
  • risco regulatório (regras podem mudar rápido)

Seção de FAQ

O que são fundos tokenizados?
Fundos cujas cotas são representadas por tokens, permitindo novos trilhos de liquidação e integração tecnológica.

Fundo tokenizado é mais seguro que ETF?
Não por definição. Segurança depende de ativos, governança, custódia e regras, não do “formato”.

Por que tokenized money market funds estão crescendo?
Porque combinam “caixa com yield” e utilidade onchain; o BIS analisou esse crescimento e modelos existentes.

Tokenização vai substituir ETFs?
Mais provável é coexistência: tokenização pode ganhar espaço em nichos e infraestrutura, enquanto ETFs seguem fortes como wrapper de bolsa.

Qual o maior risco para o investidor?
Entender mal a estrutura e assumir que “onchain” significa “sem risco” ou “sem fricção”.

Conclusão

Fundos tokenizados podem redefinir o trilho do dinheiro institucional e abrir novas formas de usar caixa com rendimento. Mas isso não é “atalho” de retorno: é mudança de infraestrutura, com riscos e dependências próprias. Para investir com responsabilidade, você precisa entender tanto o ativo quanto o trilho.

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