Fluxo de ETFs em novembro de 2025 teve equity com 70% das entradas e renda fixa menor. Veja a rotação e por que active bond ETFs crescem.
Se você quer entender o mercado sem depender de “achismo”, vale olhar o fluxo de ETFs em novembro de 2025. Um resumo mensal da FactSet apontou que os ETFs listados nos EUA tiveram US$ 147,7 bilhões em entradas no mês e que equities representaram 70% do total, com US$ 103,2 bilhões, enquanto renda fixa caiu para US$ 43,7 bilhões (queda de 15,6% vs outubro).
Isso é o “mapa” da rotação: mais apetite por bolsa no mês, com renda fixa ainda relevante, porém menos dominante naquele recorte.
Agora vem a segunda camada: dentro da renda fixa, o “ativo” está ganhando participação. Uma análise da BlackRock destacou que, em 2025 (no recorte citado), active bond ETFs capturaram mais de US$ 100 bilhões em fluxos, equivalente a cerca de 40% do fluxo total de ETFs de renda fixa no ano até a data indicada.
No próximo tópico você vai ver como interpretar a rotação mensal sem confundir um mês com regime. Depois, como analisar renda fixa ativa em ETF sem pagar por algo que você não entende.
O que o fluxo de ETFs em novembro de 2025 realmente diz
O dado de novembro é útil por três motivos:
Mostra preferência de risco no curto prazo
Se equity ficou com 70% do fluxo, o investidor médio estava mais confortável em aumentar exposição a bolsa naquele mês.
Mostra que renda fixa não “sumiu”
Mesmo desacelerando, US$ 43,7 bi em renda fixa ainda é grande. A narrativa de “ninguém quer bonds” costuma ser exagerada.
Ajuda a comparar com o mês anterior
O valor de renda fixa caiu vs outubro, o que sugere ajuste tático, e não abandono estrutural.
Antes de decidir, entenda: mês é fotografia. Regime é sequência.
Por que a renda fixa ativa está ganhando o jogo no formato ETF
Renda fixa tem um detalhe: “o índice” não é tão simples quanto parece. Duration, crédito, curva, rolagem e liquidez mudam a sensibilidade do portfólio.
É por isso que muitos investidores aceitam pagar por gestão ativa quando:
- querem controle de duration
- querem seleção de crédito e risco de default
- querem flexibilidade tática de curva
A BlackRock destacou que active bond ETFs, no recorte citado, capturaram ~40% do fluxo de renda fixa em 2025 até a data indicada, sinalizando mudança de preferência dentro do próprio segmento.
A armadilha: pagar por “ativo” sem entender o mandato
Aqui está o erro mais comum:
- o investidor compra “renda fixa ativa” achando que é “mais seguro”
- mas o fundo pode ter risco de crédito alto, duration longa ou estratégias que sofrem em certos regimes
Checklist mínimo:
- Qual o universo de crédito (investment grade, high yield, emergentes)?
- Há limite de duration?
- Qual o risco de concentração?
- Qual a sensibilidade a juros e spreads?
Não existe rendimento garantido, e renda fixa também tem drawdown quando juros sobem ou spreads abrem.
Como usar o dado de fluxo para tomar decisões mais responsáveis
- Use fluxo para formular perguntas, não para “seguir a manada”.
- Combine com objetivo: curto, médio, longo prazo.
- Em renda fixa ativa, entenda o mandato antes de investir.
- Controle tamanho de posição e diversificação.
Seção de FAQ
Quanto foi o fluxo de ETFs em novembro de 2025 nos EUA?
A FactSet reportou US$ 147,7 bilhões em entradas em novembro de 2025.
Equity realmente ficou com 70% do fluxo em novembro?
Sim. O resumo mensal indicou 70% do total, com US$ 103,2 bilhões para equities.
Por que renda fixa desacelerou no mês?
O dado mostra queda versus outubro, sugerindo rotação tática e leitura de regime, não necessariamente mudança estrutural. FactSet Insight
ETFs ativos de renda fixa estão crescendo?
Sim. A BlackRock apontou que active bond ETFs capturaram mais de US$ 100 bi em 2025 no recorte citado, cerca de 40% do fluxo de renda fixa até a data indicada. BlackRock
Renda fixa ativa é “mais segura”?
Não necessariamente. Depende do mandato (duration, crédito, concentração). Há risco de perda.
Conclusão
O fluxo de ETFs em novembro de 2025 mostrou uma rotação clara para equities no mês, com renda fixa ainda forte, porém menor naquele recorte. FactSet Insight
E dentro da renda fixa, a ascensão do “ativo” no formato ETF reforça que o investidor está buscando flexibilidade — o que aumenta a necessidade de ler mandato e risco com cuidado.



