Os ETFs de T-Bills (0–3 meses) e os ultracurtos viraram “estacionamento de dinheiro” em 2025. E não é achismo: o ETF.com destacou que o iShares SGOV atraiu cerca de US$ 33,5 bilhões no ano e chegou a aproximadamente US$ 63 bilhões de tamanho, enquanto a Vanguard lançou produtos que captaram bilhões (VBIL e VGUS).
Além disso, a categoria de ultracurtos ganhou escala: o ETF.com apontou US$ 264,64 bilhões de AUM no tema “ultra-short term” nos EUA.
Antes de decidir, entenda a diferença crucial: ETF de curto prazo não é igual a fundo money market. Ele negocia em bolsa, pode ter spread, e o preço pode oscilar.
Por que esses ETFs capturam tanto fluxo
Três motivos práticos:
1) “Rendimento com liquidez”
Com juros ainda relevantes, investidores buscam rendimento com vencimentos curtos.
2) Simplicidade operacional
Comprar um ETF é, para muitos, mais simples do que montar uma escada de T-Bills manualmente.
3) Narrativa de “baixo risco”
Aqui mora o perigo: baixo risco não é risco zero.
No próximo tópico você vai ver os riscos invisíveis que mais pegam investidores desatentos.
Riscos além do yield: o que olhar antes de comprar
1) Risco de reinvestimento
Se taxas caem, o yield do fundo tende a cair com o tempo (porque ele reinveste em papéis novos).
2) Duration e sensibilidade a juros
Mesmo “curto”, pode haver oscilação de preço. Em ultracurtos que não são só T-Bills, isso aumenta.
3) Liquidez e custo de execução
ETFs negociam com spread. A SEC lembra que ETFs podem operar acima/abaixo do NAV e que investidores transacionam a preço de mercado.
4) Composição: é T-Bill puro ou tem crédito?
Alguns “ultra-short” incluem corporativo/ABS/agency, aumentando risco de crédito e de stress.
5) Imposto e eficiência (cada país tem suas regras)
O “melhor yield” bruto pode não ser o melhor yield líquido.
Como comparar ETFs de caixa/T-Bills (checklist prático)
- Qual o prazo médio e o tipo de ativo (T-Bills vs mix)?
- Qual a taxa e o spread médio?
- O fundo usa repo/derivativos?
- Existe concentração grande em um único emissor/linha?
- O volume diário sustenta sua entrada/saída sem impacto?
FAQ (rich snippet)
ETFs de T-Bills são seguros?
São, em geral, de risco menor por prazo curto e títulos do Tesouro, mas não são risco zero: há spread, preço de mercado e reinvestimento.
Por que ETFs de caixa cresceram em 2025?
Houve forte captação e crescimento de produtos; análises mostraram inflows expressivos em ETFs como SGOV e lançamentos da Vanguard.
ETF de T-Bill é igual a fundo money market?
Não. ETFs negociam em bolsa e podem ter diferença para o NAV, além de custos de execução.
Quais riscos além do yield eu devo observar?
Reinvestimento, duration, composição (crédito), liquidez e spread.
Como escolher entre SGOV, BIL e similares?
Compare taxa, liquidez, spread, tamanho, política de carteira e o que exatamente o fundo carrega.
Conclusão com CTA (honesto)
Os ETFs de T-Bills são uma solução eficiente para alocar caixa com praticidade mas o investidor responsável não compra só “pelo yield”. Ele compra entendendo composição, execução e riscos invisíveis.



