ETFs de T-Bills em 2025: por que o fluxo disparou (e o que observar além do yield)

Custo total em ETFs: spread e execução importam além do yield

Os ETFs de T-Bills (Tesouro de curtíssimo prazo) viraram o “estacionamento do dinheiro” em 2025 por um motivo simples: quando o investidor quer liquidez e previsibilidade, ele tende a migrar para duração curta.

Isso aparece no fluxo. O ETF.com destacou que o SGOV ultrapassou US$ 50 bilhões em AUM em 2025, impulsionado por entradas relevantes no ano.
E, no agregado, 2025 foi um ano de fluxos recordes para ETFs, o que reforça o pano de fundo de “ETF como veículo padrão” para alocação tática e defensiva.

Antes de decidir, entenda que “curto prazo” reduz alguns riscos, mas não elimina custo de execução, reinvestimento e diferenças entre preço e NAV.

Por que ETFs de T-Bills capturam tanto fluxo em 2025

Há três motores principais:

  1. Liquidez e simplicidade: comprar um ETF é mais prático do que montar escada de títulos para muita gente.
  2. Busca por menor oscilação: duration curta costuma oscilar menos do que renda fixa longa.
  3. Caixa “produtivo”: em períodos de incerteza, investidores preferem esperar com algo que rende sem travar o portfólio.

No próximo tópico você vai ver o que quase nunca aparece em posts de “melhor yield”: os riscos invisíveis.

Riscos além do yield: o que olhar em ETFs ultracurtos

Reinvestimento (o yield pode cair)

Se o patamar de juros cai, o fundo reinveste títulos novos a taxas menores. Isso faz o rendimento “descer a escada” com o tempo.

Preço de mercado vs NAV (premium/discount)

A SEC e o Investor.gov explicam que ETFs negociam em bolsa e podem operar com premium/discount em relação ao NAV você compra e vende pelo preço de mercado, não diretamente pelo NAV.

Custo de execução (spread e slippage)

Em produto de retorno baixo, alguns centésimos de spread repetidos viram diferença real no resultado.

“Ultra-short” nem sempre é “T-Bill puro”

Alguns fundos ultracurtos misturam outros papéis (crédito, repos, etc.). Isso muda o risco em cenários de estresse.

Agora que isso está claro, a comparação precisa ser feita com custo total, não com “yield de vitrine”.

Checklist prático para comparar ETFs de T-Bills

  • O fundo é T-Bills 0–3 meses ou mistura outros ativos?
  • Qual o spread típico e o volume diário?
  • O histórico de premium/discount é pequeno e estável?
  • Qual a taxa e quais custos “invisíveis” (execução/rolagem)?

FAQ (rich snippet)

ETFs de T-Bills são seguros?
Tendem a ter risco menor por duration curta, mas não são risco zero: existe preço de mercado, spread e reinvestimento.

Por que o SGOV cresceu tanto em 2025?
Houve forte captação e aumento de AUM em 2025, segundo levantamento do ETF.com.

ETF de T-Bill é igual a fundo money market?
Não. ETFs negociam em bolsa e podem ter premium/discount vs NAV; você transaciona a preço de mercado.

Qual o principal risco além do yield?
Reinvestimento (yield cair), custo de execução (spread/slippage) e composição (se não for T-Bill puro).

Vale a pena usar como “caixa” do portfólio?
Pode fazer sentido para liquidez, desde que você entenda custos e diferenças de estrutura.

Conclusão

Em 2025, ETFs de T-Bills viraram destino natural do caixa porque unem praticidade e duração curta. Mas a decisão responsável exige olhar além do yield: composição, spread e preço vs NAV.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *