Os cash-like ETFs (ETFs que investem em Treasuries curtíssimos, como 0–3 meses) ganharam protagonismo porque muita gente está tentando resolver a mesma dor: “onde estacionar caixa sem deixar dinheiro parado e sem comprar risco grande sem perceber”.
Um exemplo de referência é o iShares 0–3 Month Treasury Bond ETF (SGOV), que aparece frequentemente entre os ETFs com maiores captações recentes e já tem patrimônio na casa de dezenas de bilhões de dólares (a página do produto mostra ~US$ 70,2 bi em ativos em 8 jan. 2026).
Antes de decidir, entenda que “cash-like” não significa “idêntico a dinheiro”. O veículo muda liquidez, precificação, custos de execução e até a forma como você enxerga o risco.
Por que T-Bill ETFs (0–3m) continuam atraindo atenção
A lógica é simples:
- vencimento curto tende a reduzir sensibilidade a juros (não zera, mas diminui),
- transparência de carteira e negociação em bolsa,
- alternativa para quem quer “caixa rendendo” com instrumentos do Tesouro dos EUA.
O próprio destaque de produtos como SGOV em rankings e reportagens sobre fluxos reforça que esse “estacionamento de caixa” virou comportamento recorrente no mercado.
No próximo tópico você vai ver a comparação que realmente importa: ETF de T-Bills vs money market fund.
Cash-like ETFs vs money market funds: o que muda na prática
Antes de decidir, entenda que a diferença não é só “um rende e o outro rende”. É como você compra, vende e é precificado.
1) Negociação e precificação (intraday vs fim do dia)
- ETF (ex.: T-Bills): negocia intraday em bolsa; você pode pagar spread e sofrer slippage.
- Money market fund: normalmente é comprado/resgatado a valor patrimonial (NAV) calculado (em geral) no fim do dia.
2) Regras e restrições (não é tudo igual)
A SEC explica que fundos de bonds (em geral) não têm as mesmas restrições de qualidade/curto prazo que money market funds — ou seja, “fundo de renda fixa” não é sinônimo de money market.
Isso não é um ataque ao produto; é um lembrete de que o rótulo confunde.
3) Liquidez real e custo invisível
Com ETF, o custo invisível aparece:
- bid/ask spread,
- tamanho da ordem,
- horário do dia (abertura/fechamento costuma piorar).
Em money market funds, o custo de execução costuma ser menos “visível”, mas a liquidez pode ter regras e horários.
Um critério simples para escolher (sem prometer retorno)
- Se você quer flexibilidade intraday, aceita spread e quer negociar como ação: cash-like ETF pode fazer sentido.
- Se você quer simplicidade operacional (aplicar/resgatar no NAV), e o objetivo é caixa “bem conservador”: money market fund pode ser mais adequado.
E-E-A-T: mesmo produtos “conservadores” podem ter risco e não existe garantia de retorno. Ajuste ao seu objetivo e entenda o veículo.
FAQ (rich snippet)
Cash-like ETFs são a mesma coisa que dinheiro?
Não. Eles são instrumentos de mercado que buscam se comportar como caixa, mas sofrem custos de execução e variação.
Como começar a usar cash-like ETFs?
Defina se você precisa de liquidez intraday e compare spread, volume e objetivo do produto.
Money market fund é mais seguro que um ETF de T-Bills?
Depende da estrutura e das regras do fundo. O importante é entender restrições e composição.
Qual o maior erro ao “estacionar” caixa?
Comprar o produto pelo nome e ignorar custos de execução (spread) e regras de liquidez.
Conclusão
Cash-like ETFs podem ser ótimos para caixa, mas o ganho real vem de acertar o veículo: entender como você entra, sai e quanto paga no caminho. Se você ignora isso, o “caixa rendendo” vira “caixa vazando” em pequenos custos.



