ETFs ativos aceleraram em 2025. Entenda por que cresceram, quando fazem sentido e o que os novos ETFs ativos da Vanguard mudam para o investidor.
ETFs ativos deixaram de ser “exceção” e passaram a disputar o centro da prateleira. Em 2025, o fluxo para ETFs ativos nos EUA bateu níveis recordes em comparação com anos anteriores, reforçando que o investidor quer “gestão” no formato ETF.
E tem um sinal ainda mais forte: a Vanguard, símbolo histórico do investimento passivo, lançou três novos ETFs ativos de ações em parceria com a Wellington Management.
No próximo tópico, você vai ver por que isso não é só “mais um lançamento”, e sim uma mudança de comportamento da indústria e do investidor.
Por que os ETFs ativos estão crescendo agora
Há três motores principais:
Preferência por eficiência do ETF
Mesmo quem quer gestão ativa passou a preferir o “invólucro ETF” por transparência, liquidez e praticidade operacional.
Mudança de distribuição
Model portfolios e plataformas passaram a encaixar ETFs ativos como blocos de construção.
Competição derrubando custos
À medida que o mercado amadurece, a disputa pressiona taxas, ainda que ETFs ativos, em média, cobrem mais do que índices tradicionais.
Antes de decidir, entenda que ETF ativo não é “melhor” por definição. Ele é diferente: você troca “regra do índice” por “decisão do gestor”.
A explosão dos ETFs ativos em 2025 e o que muda para você
A narrativa “active-first” aparece tanto em pesquisas quanto em monitores de fluxo e lançamentos: em 2025, uma fatia relevante dos lançamentos e parte considerável dos fluxos migrou para estratégias ativas.
O que isso muda na prática:
O risco deixa de ser só “mercado” e vira também “gestor”
Você precisa avaliar processo, consistência e limites da estratégia.
O benchmark importa mais do que a promessa
Pergunte: o ETF ativo tenta bater qual índice, com qual liberdade e com qual risco adicional?
Taxa não é detalhe
Em gestão ativa, taxa alta pode “comer” quase toda a vantagem esperada. Compare com alternativas passivas equivalentes.
O que os novos ETFs ativos da Vanguard dizem sobre o futuro
A Vanguard lançou três ETFs ativos de ações (valor, crescimento e dividendos) com aconselhamento da Wellington.
Isso é importante por dois motivos:
Normalização do “ativo no ETF”
Quando um player desse porte amplia o portfólio ativo, ele valida que a demanda é estrutural, não moda.
Pressão competitiva por custo e distribuição
A tendência é ver mais competição, mais comparabilidade e mais pressão para que o ETF ativo prove valor com clareza.
Como escolher ETFs ativos sem cair em marketing
- Entenda a tese em 2 frases: “o que ele faz” e “quando tende a funcionar”.
- Olhe o risco: concentração, uso de derivativos, giro e sensibilidade a fatores.
- Compare com um passivo simples: se não houver motivo sólido para pagar o “extra”, não pague.
- Gestão de risco: limite de posição e diversificação. É totalmente possível perder dinheiro, mesmo em ETFs “bem vendidos”.
Se você é menor de idade, trate este conteúdo como estudo: a maioria das corretoras exige maioridade para operar.
Seção de FAQ
ETFs ativos valem a pena?
Podem valer quando o gestor tem processo claro, risco bem controlado e a taxa é coerente. Não é garantia de performance.
Qual a diferença entre ETF ativo e ETF passivo?
O passivo segue um índice. O ativo depende de decisões do gestor, com chance de errar ou acertar mais que o mercado.
ETFs ativos são mais arriscados?
Frequentemente, sim: há risco de “desvio” do índice e risco de tomada de decisão do gestor.
O que a Vanguard lançar ETFs ativos sinaliza?
Sinaliza demanda forte pelo formato ativo dentro do ETF e maior competição no segmento.
Como evitar escolher só pelo nome da gestora?
Avalie estratégia, taxa, carteira, consistência e papel na sua alocação.
Conclusão
ETFs ativos cresceram porque juntam “gestão” com a praticidade do ETF mas isso também adiciona risco de decisão e custo. A entrada mais agressiva da Vanguard com ETFs ativos de ações reforça que a tendência ganhou tração e deve continuar.



