Os ETFs ativos viraram o centro do palco em 2025 por um motivo bem objetivo: dinheiro novo entrou nesse tipo de produto em ritmo recorde. A Morningstar destacou que ETFs ativos capturaram mais entradas líquidas nos três primeiros trimestres de 2025 do que em qualquer ano completo anterior.
Ao mesmo tempo, o mercado de ETFs como um todo cresceu forte: o ICI reportou ativos totais de ETFs em US$ 13,01 trilhões em outubro de 2025.
Antes de decidir “ativo ou passivo”, entenda que a pergunta certa não é só “qual a taxa?”. É: qual o custo total + qual a eficiência do produto no mundo real?
Por que ETFs ativos estão capturando fluxo agora
Alguns motores por trás do movimento:
1) Distribuição e “formato ETF” venceu o hábito
ETFs são fáceis de comprar, vender e rebalancear intraday. Isso favorece adoção em carteiras e modelos.
2) Explosão de oferta
Pesquisa de mercado aponta que lançamentos de ETFs ativos bateram recorde em 2025 e ganharam vantagem em número de novos produtos.
3) “Ativo” virou sinônimo de narrativa (às vezes, de forma perigosa)
Tem ETF ativo bom e tem “produto embalado”. Por isso, a análise precisa ir além do nome do gestor.
No próximo tópico você vai ver o comparativo que evita erro comum: ativo vs passivo na prática, com foco em liquidez e custos.
ETF ativo vs ETF passivo: o que muda na liquidez e no preço que você paga
ETFs negociam em bolsa e podem operar com preço diferente do NAV (premium/discount). A SEC explica que isso acontece porque você compra e vende a mercado, e o mecanismo de criação/resgate envolve Authorized Participants.
Na prática:
- Passivos amplos (S&P 500, total market) costumam ter spreads menores por alta liquidez.
- Ativos concentrados ou nichados podem ter spreads maiores e mais impacto ao executar.
O custo total que “some” no marketing
Custo total = taxa + spread + slippage + impacto + eventual diferença para o NAV.
E isso pode superar facilmente “alguns bps” de taxa.
Como avaliar ETFs ativos sem cair em propaganda
Aqui vai um framework simples:
1) Processo e mandato
O ETF faz o quê exatamente? Factor? Long/short? Rotação? Qual limite de risco?
2) Transparência e consistência
Você consegue entender por que o portfólio muda? Mudança constante sem lógica = risco de “storytelling”.
3) Capacidade e liquidez das posições
Se o ETF compra coisas pouco líquidas, o fluxo pode piorar o preço de entrada/saída.
4) Evidência de execução e tracking
Mesmo sendo ativo, você quer entender:
- tracking em relação ao objetivo declarado;
- dispersão de retornos;
- impacto de custos de transação.
FAQ (rich snippet)
ETFs ativos valem a pena em 2025?
Podem fazer sentido, mas exigem análise de processo, liquidez e custo total. Entradas líquidas em ETFs ativos foram recordes em 2025, indicando maior adoção.
Qual a diferença prática entre ETF ativo e passivo?
Passivo replica índice; ativo tenta gerar resultado via seleção/gestão. Na prática, liquidez e spreads podem variar bastante.
Por que o preço do ETF pode ser diferente do NAV?
Porque o ETF negocia a mercado e pode ter premium/discount; APs atuam no mecanismo de criação/resgate.
Como comparar custos além da taxa?
Observe spread, volume, liquidez das posições, slippage e impacto de mercado.
ETFs ativos estão crescendo mesmo?
Há sinais fortes: recorde de entradas em 2025 (Morningstar) e crescimento geral do mercado de ETFs (ICI).
Conclusão
Em 2025, ETFs ativos estão capturando fluxo porque o formato ETF é eficiente — mas eficiência não garante que todo produto seja bom. O investidor que vence no longo prazo é o que compara custo total, liquidez e coerência do processo, em vez de comprar “história”.



