ETFs ativos explodiram em 2025 e os lançamentos dispararam. Veja por que isso aconteceu e um filtro prático para escolher com gestão de risco.
O argumento pró-ETF ativo é sedutor: “mesma praticidade do ETF, com a chance de uma gestão reagir melhor a cenários difíceis”. Em 2025, esse argumento virou fluxo e virou indústria.
A Morningstar apontou que ETFs ativos capturaram mais entradas até o fim do 3º trimestre de 2025 do que em qualquer ano completo anterior, com US$ 338 bilhões no período.
E a ETFGI mostrou que o ano também foi forte para captação em active ETFs, com números robustos de inflows acumulados em 2025. ETFGI LLP
Só que o “lado B” veio junto: o mercado entrou em tsunami de lançamentos, com centenas de novos ETFs, mandatos estreitos e muita oferta disputando atenção. Uma cobertura da Reuters observou que os lançamentos de ETFs em 2025 já superavam o ritmo do ano anterior, alimentando debate sobre excesso e sobrevivência de produtos.
No próximo tópico você vai ver o ponto central: a maior habilidade agora não é “achar o próximo ETF da moda”. É filtrar com método.
Por que ETFs ativos viraram mainstream
O investidor quer “resposta”, não só exposição
Quando a incerteza aumenta, cresce a vontade de ter alguém ajustando carteira mesmo que isso não garanta desempenho melhor.
A indústria quer prateleira e recorrência
O ETF é uma embalagem que encaixa bem em plataformas, carteiras modelo e distribuição.
O volume de lançamentos criou um funil gigante
Dados da BlackRock indicaram que, no primeiro semestre de 2025, houve bem mais lançamentos de ETFs ativos do que de ETFs indexados nos EUA, reforçando a aceleração do segmento.
A “promessa” do ETF ativo o que faz sentido esperar (e o que não faz)
O que faz sentido esperar:
- um processo claro (fator, seleção, risco)
- transparência de carteira (na maioria dos casos)
- execução e acesso intraday
O que não faz sentido esperar:
- “ganhar sempre do índice”
- proteção automática em queda
- retorno sem risco
Gestão de risco continua sendo sua responsabilidade: tamanho de posição, diversificação e horizonte.
O filtro anti-ETF barulhento
Use este checklist antes de colocar dinheiro:
Liquidez real e custo total
- spread médio (compra/venda)
- volume diário e profundidade
- custo de girar posição (principalmente em ETFs “nicho”)
Tese simples, portfólio coerente
Se você não consegue explicar a tese em duas frases e apontar como ela vira carteira, você está comprando narrativa.
AUM e risco de fechamento
Produtos com pouco patrimônio tendem a ter mais risco de encerrar ou perder eficiência de negociação.
Mandato estreito demais
Quanto mais estreito, mais fácil virar “produto de manchete” e mais difícil sobreviver fora do marketing.
Processo e limites de risco
Procure sinais de governança: limites de concentração, regras de rebalanceamento, disciplina.
No próximo tópico você vai ver como transformar isso em regra prática para não se perder no excesso de oferta.
Uma regra prática para 2026: “menos tickers, mais convicção”
Se você quer performance consistente (sem promessas), o caminho costuma ser:
- poucos ETFs bem entendidos
- diversificação entre classes/fatores
- rebalanceamento e controle de risco
Em geral, quem compra 15 ETFs “da semana” perde no custo invisível: spread, giro e confusão.
Seção de FAQ
ETFs ativos são melhores do que ETFs passivos?
Não existe regra. Em alguns cenários podem ajudar; em outros podem ficar para trás. O que importa é objetivo e disciplina.
Por que ETFs ativos cresceram tanto em 2025?
Porque captaram entradas recordes no ano e viraram um formato dominante de lançamento e distribuição.
O excesso de lançamentos é um risco?
Sim. Muitos produtos têm mandato estreito e podem ter baixa liquidez ou risco de fechamento.
Como evitar escolher por marketing?
Foque em liquidez, tese clara, AUM, processo e custo total (incluindo spread).
Qual o erro mais comum do investidor iniciante?
Confundir “ETF” com “segurança”. ETFs continuam expostos a risco de mercado e podem ter estratégias complexas.
Conclusão
ETFs ativos ganharam 2025 porque o investidor quis gestão “dentro do ETF” e porque a indústria acelerou distribuição e lançamentos.
Mas o excesso de oferta aumenta o risco de decisão ruim. O caminho responsável é filtrar com método: liquidez, tese, processo e custo total.



