Os ETFs ativos em 2025 deixaram de ser “tendência” e viraram avenida principal da indústria. A Morningstar registrou que os ETFs ativos captaram mais inflows nos três primeiros trimestres de 2025 do que em qualquer ano completo anterior.
Ao mesmo tempo, a prateleira ficou barulhenta. Em um ambiente assim, o erro mais comum é escolher pelo marketing: “gestão inteligente”, “proteção”, “estratégia exclusiva”. Sem processo, isso vira só história.
Antes de decidir, entenda que “ativo” significa decisão e decisão pode errar.
Por que ETFs ativos aceleraram em 2025
Há três motivos recorrentes:
- Wrapper ETF + demanda por estratégia: investidores querem praticidade, mas com mandatários mais flexíveis.
- Inovação concentrada no ativo: um whitepaper da iShares aponta que ETFs ativos representaram 88% dos lançamentos de ETFs listados nos EUA em 2025 até junho.
- Adoção comercial: com mais distribuição, mais “ativo” chega no varejo.
No próximo tópico você vai ver como filtrar produto sério de “shy active”.
O risco do “shy active” (ativo no nome, quase índice na prática)
Nem todo ETF “ativo” é ativo de verdade.
O Financial Times reportou críticas a ETFs vendidos como ativos que, na prática, ficam muito próximos do benchmark (“shy active”), o que pode confundir investidores sobre o que estão pagando.
Isso não torna o produto necessariamente ruim, mas exige clareza: você quer alfa ou quer um índice com pequenos ajustes?
Checklist de due diligence para ETF ativo (o que realmente importa)
1) Mandato (o contrato do produto)
Pergunte:
- Qual objetivo (renda, preservação, alfa, baixa vol)?
- Onde pode investir?
- Pode usar derivativos? Qual o limite?
Mandato vago = surpresa em crise.
2) Processo (como decide e como controla risco)
Procure por:
- critérios objetivos de compra/venda,
- frequência de mudança,
- limites de risco e concentração.
Se a explicação é “depende do gestor” sem métrica, você está comprando incerteza.
3) Liquidez e capacidade
Se o ETF cresce rápido e opera ativos menos líquidos, custo de execução pode piorar.
4) Custo total (TCO) taxa é só o começo
O Investor.gov explica bid/ask e o conceito de spread, um custo real ao comprar no ask e vender no bid.
E a Vanguard discute “total cost of ownership” em ETFs de renda fixa, incluindo spreads e custos de negociação.
Agora que isso está claro, você consegue escolher ETF ativo com mentalidade de analista não de torcedor.
E-E-A-T: transparência sobre risco
ETF ativo pode ficar abaixo do benchmark por longos períodos. Não existe retorno garantido. Use sizing, diversificação e uma regra de revisão (ex.: trimestral/semestral) para evitar decisões emocionais.
FAQ (rich snippet)
ETFs ativos em 2025 bateram recorde de captação?
Sim. A Morningstar registrou recorde de inflows nos três primeiros trimestres de 2025 versus qualquer ano completo anterior.
ETF ativo é automaticamente melhor do que passivo?
Não. Depende de mandato, processo, custos e se entrega algo diferente do índice.
O que é “shy active” em ETFs?
É quando um ETF é vendido como ativo, mas fica muito próximo do benchmark; isso gerou críticas sobre transparência.
O que analisar além da taxa de administração?
Bid/ask spread e custo total (TCO). Investor.gov explica spreads; Vanguard discute TCO em ETFs.
Como evitar cair no marketing?
Peça clareza de mandato e processo, e compare exposição/risco com o benchmark.
Conclusão
Os ETFs ativos em 2025 cresceram porque juntam praticidade e estratégia. Mas o investidor que faz isso dar certo não compra “nome”: compra mandato claro, processo repetível, risco controlado e custo total razoável.



