ETFs ativos em 2025: por que cresceram tanto e o checklist para filtrar marketing

Palavra-chave foco: ETFs ativos em 2025

Os ETFs ativos em 2025 deixaram de ser “tendência emergente” e viraram prateleira principal. A Morningstar reportou que os ETFs ativos captaram US$ 183 bilhões no primeiro semestre de 2025.
No mesmo período, a etf.com (citando relatório da Morningstar) apontou 295 lançamentos de ETFs ativos no H1. etf.com
E a própria Morningstar destacou que, até os três primeiros trimestres de 2025, ETFs ativos já tinham captado mais inflows do que qualquer ano completo anterior. Morningstar

Isso é grande e justamente por isso exige filtro. Quando a oferta explode, o marketing cresce junto.

Antes de decidir, entenda que “ativo” não é garantia de resultado é apenas um tipo de processo.

Por que o crescimento acelerou (os motores reais)

1) Distribuição: o ETF virou o “formato default”

Para muita gente, o ETF é o jeito mais simples de implementar alocação: fácil de comprar, fácil de comparar, fácil de encaixar.

2) Empacotar gestão ativa com “cara” de ETF

Gestores ganham um canal que combina transparência de preço e acesso amplo. Isso aumenta competição e variedade e também aumenta a chance de produto “feito para vender”.

3) Demanda por soluções mais específicas

Muita gente quer:

  • menos “índice puro”;
  • mais gestão de risco, qualidade, renda, fatores ou abordagens sistemáticas.

No próximo tópico você vai ver como avaliar sem entrar na onda por impulso.

Checklist de 10 minutos: como avaliar um ETF ativo (sem jargão)

1) Mandato: o que ele pode fazer?

Procure limites claros para:

  • concentração;
  • derivativos/alavancagem;
  • universo de ativos;
  • controles de risco (ex.: duration, crédito, setores).

Mandato vago é onde nasce a surpresa.

2) Processo: como ele decide quando “aperta”?

Pergunte:

  • qual regra/fator orienta as decisões?
  • o que faria reduzir risco?
  • como o fundo lida com cenários ruins (não só com os bons)?

Se só existe “buscamos oportunidades”, você está vendo propaganda.

3) Risco dominante: qual é o “calcanhar de Aquiles”?

Escolha um risco para monitorar:

  • beta (cai junto com o mercado?),
  • style drift,
  • liquidez,
  • concentração.

4) Custo total: não é só taxa

Além do expense ratio, olhe:

  • spread,
  • slippage,
  • turnover (giro).

E-E-A-T: ETF ativo não garante outperform. Você pode perder capital. O objetivo do checklist é reduzir decisões por narrativa.

Red flags comuns em ETFs ativos “de prateleira”

  • promessa implícita de “ganhar sempre”;
  • comparações seletivas (só em períodos convenientes);
  • mudança frequente de tese (“agora somos X”);
  • falta de limites objetivos.

Agora que isso está claro, dá para aproveitar a inovação sem virar refém do lançamento da semana.

FAQ (formato rich snippet)

ETFs ativos em 2025 realmente cresceram?
Sim. A Morningstar reportou US$ 183 bilhões em inflows no 1º semestre de 2025.

Houve muitos lançamentos de ETFs ativos?
Sim. A etf.com (via Morningstar) contou 295 lançamentos no H1 2025.

Como escolher um ETF ativo sem cair em marketing?
Cheque mandato, processo, risco dominante e custo total (taxa + fricção).

ETF ativo é mais seguro que ETF passivo?
Não necessariamente. Segurança depende do risco assumido, liquidez, concentração e adequação ao objetivo.

Conclusão

Os ETFs ativos em 2025 cresceram porque o formato ETF virou canal principal e porque o investidor busca soluções mais específicas. Só não confunda “novo” com “melhor”: use mandato + processo + risco + custo total.

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