O fluxo em ETFs de ouro voltou ao centro do palco em 2025. O World Gold Council destacou, por exemplo, que em novembro de 2025 os fundos asiáticos atraíram US$ 3,2 bilhões, com liderança da China, em um contexto de preço do ouro, tensões geopolíticas e busca por proteção. Além disso, a Reuters reportou que, no primeiro semestre de 2025, ETFs de ouro fisicamente lastreados tiveram o maior inflow em cinco anos, segundo o WGC.
Antes de decidir, entenda que “ETF de ouro” pode significar coisas bem diferentes e isso muda risco e comportamento.
O que o fluxo em ouro pode estar dizendo (e o que ele não diz)
O fluxo pode sugerir:
- aumento de demanda por hedge/segurança;
- rotação regional (Ásia liderando em certos meses).
Mas fluxo não te garante:
- que o preço não está esticado;
- que o produto escolhido é o melhor para seu objetivo.
No próximo tópico você vai ver o comparativo que mais evita erro: ouro físico vs “ouro via ações/estratégias”.
Como comparar ETFs de ouro: físico vs mineradoras vs estratégias
1) Ouro físico (fisicamente lastreado)
Tende a seguir mais de perto o preço do ouro, descontadas taxas e fricções.
Prós: exposição mais direta.
Contras: taxa, e em alguns casos diferenças pequenas de tracking.
2) “Ouro via mineradoras” (equities)
Aqui você compra empresas, não o metal.
Isso pode:
- amplificar movimentos (para cima e para baixo);
- adicionar risco de negócio, dívida, custos e governança.
3) Estratégias (ex.: combinações, overlays)
Dependendo do produto, pode haver derivativos, regras de proteção, etc. Isso exige ler metodologia e entender o que acontece em cenários extremos.
Checklist rápido (para decidir com clareza)
- Seu objetivo é hedge do metal ou risco/retorno mais agressivo?
- Você aceita risco de bolsa (mineradoras) ou quer exposição direta (físico)?
- Como é a liquidez e o spread do ETF?
- O tracking histórico é estável?
Agora que isso está claro, você não escolhe “o ETF mais famoso”; você escolhe o que encaixa no objetivo.
FAQ (rich snippet)
Por que o fluxo em ETFs de ouro cresceu em 2025?
Relatórios do WGC e cobertura da Reuters apontam forte demanda e inflows relevantes em 2025, em contexto de incertezas e busca por proteção.
ETF de ouro físico é melhor do que mineradoras?
Depende do objetivo: físico tende a seguir o metal; mineradoras adicionam risco de bolsa e de empresa.
Fluxo alto significa que “vale a pena comprar”?
Não necessariamente. Fluxo é termômetro, não garantia de retorno.
Como comparar ETFs de ouro na prática?
Olhe tipo de exposição (físico vs equities), custos, liquidez, spread e tracking.
ETFs de ouro podem ter riscos além do preço do metal?
Sim: custos, liquidez, estrutura e (no caso de mineradoras) risco empresarial.
Conclusão
Em 2025, o ouro voltou a receber fluxo relevante via ETFs, mas o investidor consciente separa “tema” de “veículo”. A escolha correta depende do seu objetivo: metal direto, bolsa (mineradoras) ou estratégias.


