ETFs ativos em 2025: por que dominam lançamentos (e o que muda quando a Europa acelera)

ETFs ativos em 2025 já são a maioria dos lançamentos e ganham fluxo. Veja por que isso acontece e como a Europa (UCITS) avança.

Os ETFs ativos em 2025 deixaram de ser “alternativa” e passaram a ser o motor de inovação da indústria. Um monitor de mercado da J.P. Morgan mostrou que, em 2025, os ETFs ativos representaram 84% dos lançamentos no ano (com 73 lançados só em novembro) e que cerca de 34% do fluxo de ETFs em 2025 foi para estratégias ativas.

Do outro lado do Atlântico, a Europa está em fase de aceleração. A Morningstar apontou que, entre janeiro e agosto de 2025, investidores colocaram € 13,4 bilhões em ETFs ativos europeus, após € 18,4 bilhões em 2024, e destacou que mais escolha também traz mais complexidade.

No próximo tópico você vai ver por que o ETF ativo “encaixou” na distribuição. Depois, como ler a aceleração europeia sem tratar UCITS como réplica do mercado americano.

Por que os ETFs ativos em 2025 viraram a máquina de lançamentos

O ETF oferece algo que a indústria valoriza: escala de distribuição e eficiência operacional. Quando isso se une a uma estratégia ativa já existente (muitas vezes vinda de fundos), o gestor ganha:

  • acesso a novos canais
  • menor fricção para o investidor comparar produtos
  • possibilidade de precificar de forma competitiva
  • narrativa de “gestão ativa com a casca do ETF”

O dado de lançamentos (84% no ano) reforça que a indústria está construindo o futuro do catálogo em cima desse formato.

O risco de leitura simplista

A tentação é concluir: “se é ativo e está crescendo, então é melhor”. Não é assim.

ETF ativo é um wrapper. O risco e a qualidade dependem do que está dentro: mandato, limites, rotação, custos indiretos, uso de derivativos e disciplina do gestor.

Fluxo para ativo: o que ele sugere (e o que ele não sugere)

Se ~34% do fluxo de ETFs foi para estratégias ativas, isso sugere que parte do investidor está buscando:

  • gerenciamento de risco em regimes mais incertos
  • soluções de renda (e.g., estratégias de derivativos)
  • fixed income ativo (duration/crédito) com transparência de ETF

Mas não sugere que o investidor deva trocar “core passivo” por “ativo” sem critério. Em muitas carteiras, o caminho responsável é core passivo + satélites ativos com tamanho controlado.

Europa (UCITS): mais escolha, mais complexidade

A aceleração europeia existe, mas o contexto é diferente:

  • regulação e estruturas UCITS
  • fragmentação por país e bolsa
  • hábitos de distribuição distintos (bancos, plataformas, consultoria)
  • ritmo de adoção historicamente mais gradual

A Morningstar destacou os € 13,4 bi de entradas em ETFs ativos europeus até agosto de 2025 e sinalizou que esse crescimento vem acompanhado de maior diversidade de produto e complexidade de avaliação.

Antes de decidir, entenda o principal: na Europa, o investidor precisa redobrar atenção a liquidez, listagem, custos totais e diferenciação real do mandato.

Como avaliar ETFs ativos com responsabilidade

Checklist prático:

  • Mandato é claro e repetível?
  • Qual o benchmark e o grau de liberdade?
  • Como o fundo se comporta em stress?
  • Qual a taxa e o custo “total” (inclusive giro)?
  • A liquidez do ETF é compatível com seu uso?

ETFs ativos podem ajudar, mas também podem aumentar risco se virarem “coleção de produtos”.

Seção de FAQ

ETFs ativos em 2025 realmente são a maioria dos lançamentos?
Sim. Monitor da J.P. Morgan indicou que ETFs ativos representaram 84% dos lançamentos em 2025.

Quanto do fluxo de ETFs foi para estratégias ativas em 2025?
O mesmo monitor apontou cerca de 34% do fluxo direcionado a estratégias ativas.

A Europa está crescendo em ETFs ativos?
Sim. A Morningstar citou € 13,4 bi de entradas entre janeiro e agosto de 2025, após € 18,4 bi em 2024.

ETF ativo é melhor do que ETF passivo?
Não necessariamente. Depende do mandato, custo, risco e objetivo. Não há garantia de desempenho.

Qual o maior erro ao comprar ETF ativo?
Comprar pela narrativa, sem entender limites, rotação e comportamento em crise.

Conclusão

ETFs ativos em 2025 dominam lançamentos e capturam fluxo porque o formato virou o trilho preferido da indústria para distribuir gestão.
Na Europa, o crescimento existe e abre oportunidades mas aumenta a necessidade de leitura crítica, porque “mais escolha” vem com mais complexidade.

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