Securities lending em ETFs: quando a “receita extra” ajuda e quando vira risco mal precificado

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Securities lending em ETFs pode reduzir custo líquido, mas envolve riscos e regras. Veja como funciona, o que olhar e como comparar ETFs com transparência.

Pouca gente compra ETF pensando em securities lending. E justamente por isso o tema importa: é uma camada de retorno (ou custo) que pode aparecer sem o investidor perceber e que depende de política, governança e repasse.

Em 2025, o mercado de securities lending teve leituras de receita robusta e potencial recorde, com relatórios apontando números fortes no ano e meses muito acima de 2024.
E players de mercado destacaram que ETF lending ajudou a impulsionar a receita global de lending, especialmente em momentos de demanda por “borrow” e dinâmica de short.

No próximo tópico você vai entender como lending funciona dentro de um ETF. Depois, o checklist que separa “melhora do retorno líquido” de “risco operacional mal monitorado”.

Como securities lending funciona em um ETF

Em termos simples:

  • o fundo empresta parte dos ativos para tomadores (ex.: para short)
  • recebe uma taxa
  • mantém colateral e regras de mitigação
  • distribui parte da receita ao fundo (e parte ao agente, dependendo do arranjo)

Por que isso pode beneficiar o cotista

Se a política for bem feita, a receita de lending:

  • ajuda a compensar custos do fundo
  • pode reduzir “custo líquido” (não é garantido, mas é possível)

Por que isso tem risco

Lending carrega:

  • risco de contraparte (mitigado por colateral e regras)
  • risco operacional (falhas, disputas, stress de mercado)
  • risco de governança (quanto de receita fica com o cotista?)

O ICI, por exemplo, reforça que lending deve ser permitido e divulgado em prospecto/SAI, com supervisão e regras internas.

2025: receita em alta e o papel do ETF lending

Relatórios de mercado indicaram receitas robustas no ano e possibilidade de 2025 ser um dos melhores anos em arrecadação de lending. S&P Global+1
E análises de gestoras apontaram que o crescimento do ETF lending contribuiu para esse quadro, junto com demanda em ações internacionais/ADRs e outros segmentos.

Importante: “receita alta” não significa que todo ETF está repassando bem. É aí que o investidor precisa olhar política e split.

Checklist do investidor: o que olhar na política de lending do ETF

Antes de decidir, procure:

  • O ETF faz lending? Em que limites?
  • Qual o split de receita (cotista vs agente)?
  • Como é o colateral (tipo, haircut, gestão)?
  • Existe transparência de quanto entrou e quanto foi repassado?
  • Qual a governança e supervisão do programa?

Muitas casas publicam políticas próprias de securities lending (ex.: documentos de política), o que ajuda na comparação entre ETFs.

Seção de FAQ

O que é securities lending em ETFs?
É o empréstimo de ativos do fundo para tomadores, gerando receita de taxa, com colateral e regras.

Securities lending aumenta retorno do ETF?
Pode ajudar a reduzir custo líquido, mas não é garantido e envolve riscos e políticas de repasse.

2025 teve receita forte em securities lending?
Relatórios indicaram receitas robustas e possibilidade de 2025 ser um ano recorde para o mercado.

ETF lending tem relevância nesse crescimento?
Há análises destacando que ETF lending contribuiu para a alta da receita global.

Como comparar ETFs nesse tema?
Leia a política e divulgações do fundo: limites, split de receita, colateral e governança.

Conclusão

Securities lending em ETFs é uma daquelas engrenagens que podem melhorar o resultado líquido ou adicionar risco que você não precificou. E 2025 colocou o tema em evidência com receitas fortes e maior atenção ao papel do ETF lending.
A postura madura é simples: transparência primeiro, comparação depois, decisão por objetivo e risco.

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