ETFs ativos na Europa crescem e trazem mais complexidade. Entenda o avanço, o papel de renda fixa e a chegada dos semi-transparent UCITS.
Os ETFs ativos na Europa estão saindo do “nicho” e entrando numa fase de mercado: mais lançamentos, mais fluxo e mais discussão sobre o que é vantagem do wrapper ETF. Em 2025, relatórios destacaram inflows relevantes para ativos e aumento estrutural da categoria, ainda que em base menor que EUA.
O ponto novo é que o crescimento trouxe um trade-off: mais produtos e mais escolhas, mas também mais complexidade especialmente com a chegada de ETFs semi-transparent no regime UCITS, como o caso apontado pela indústria como “primeiro” desse tipo na Europa.
No próximo tópico você vai ver por que os ativos ganharam tração. Depois, por que a semi-transparência existe e onde ela pode confundir o investidor.
Por que ETFs ativos na Europa estão ganhando momentum
Há três forças principais:
Mudança de regime favoreceu gestão ativa em renda fixa
Em ambientes com mais incerteza de juros e dispersão, muitos investidores procuram gestores que ajustem duration, crédito e exposição e isso impulsionou a leitura de “ativa em bonds”.
O wrapper ETF virou canal de distribuição eficiente
O ETF facilita:
- negociação intradiária
- transparência operacional
- acesso via corretoras
Crescimento real, mas com base pequena
Dados do setor mostram que ativos em ETFs ativos europeus avançaram rápido, inclusive com crescimento forte em 2024 e continuidade em 2025.
Semi-transparent ETFs: por que reduzir transparência em um produto conhecido por ser transparente
Aqui está o conflito central: transparência diária é vista como um “superpoder” do ETF, mas gestores ativos temem:
- front-running
- cópia de estratégia
- perda de edge em ativos menos líquidos
A semi-transparência tenta equilibrar isso: divulgação pública menos frequente, mantendo mecanismos para que participantes essenciais operem o ETF.
Na Europa, a notícia de lançamento do primeiro semi-transparent UCITS chamou atenção exatamente por ser um marco de estrutura, não apenas de produto.
O que muda para o investidor: mais escolha, mais necessidade de entender mandato
Antes de decidir, entenda que ETF ativo não é “melhor” por ser ativo, nem “pior” por ser ETF. O que decide é:
- mandato e limites do gestor
- custos totais
- consistência do processo
- transparência adequada ao risco
Em semi-transparent, o investidor precisa aceitar que:
- você não verá holdings todo dia
- a comparação com o “ETF clássico” muda de natureza
FAQ
ETFs ativos na Europa estão crescendo de verdade?
Sim. Há registros de inflows e expansão significativa de ativos nos últimos anos, com aceleração em 2024/2025. Morningstar+2EFAMA+2
O que é um semi-transparent ETF?
É um ETF ativo que não divulga holdings completas diariamente ao público, mas fornece sinais/estruturas para funcionamento e divulgações periódicas.
Por que gestores querem menos transparência?
Para reduzir risco de front-running e cópia de estratégia, especialmente em ativos menos líquidos.
Semi-transparent é mais arriscado?
Pode aumentar risco de entendimento do investidor (menos visibilidade), então exige due diligence maior.
Como comparar ETF ativo com fundo tradicional?
Compare mandato, custos, histórico, risco e o que você realmente está comprando (exposição e processo).
Conclusão
Os ETFs ativos na Europa estão em fase de expansão e o debate evoluiu: não é só “ativo vs passivo”, mas também “transparência vs proteção de estratégia” com a semi-transparência no UCITS.



