Direct indexing cresce com personalização e eficiência tributária. Veja prós, contras e por que ETFs ainda vencem na prática para a maioria.
O investidor sofisticado está ouvindo cada vez mais sobre direct indexing: em vez de comprar um ETF, você compra as ações do índice diretamente (ou uma amostra), podendo personalizar filtros, controlar concentração e fazer gestão tributária de forma granular. Isso parece o futuro e, em alguns casos, é.
A FTSE Russell divulgou que sua pesquisa (com mais de 400 advisors) sugere continuidade de crescimento do direct indexing.
Mas crescimento não significa substituição completa: para a maioria, ETFs seguem vencendo em simplicidade, liquidez e disciplina.
No próximo tópico, você vai ver a diferença real: não é “melhor ou pior”, é “quando vale e quando vira complicação cara”.
Direct indexing no mercado de ETFs: o que ele resolve que o ETF não resolve
Três vantagens típicas:
Gestão tributária (tax-loss harvesting)
Ao possuir cada papel, você pode realizar perdas em ações específicas para compensar ganhos algo mais difícil dentro de um ETF.
Personalização (valores, restrições, concentração)
Excluir setores, reduzir concentração em big tech, alinhar com preferências do investidor tudo isso fica mais direto.
Controle fino de exposição
Você pode ajustar pesos e controlar desvios.
Quando o direct indexing faz sentido
Em geral, faz mais sentido quando:
- patrimônio é maior (para justificar custo/complexidade)
- há preocupação tributária relevante
- existe necessidade real de personalização (restrições, concentração, ESG específico)
Mesmo assim, é bom lembrar: alguns materiais do setor destacam riscos e trade-offs da colheita de perdas, como desbalanceamentos temporários e impacto na performance. allspringglobal.com
Por que ETFs continuam sendo o “core” na prática
ETFs vencem por:
- custo operacional simples
- execução fácil
- liquidez e transparência
- disciplina (menos tentação de mexer demais)
Para muita gente, o maior risco não é “pagar taxa”: é trocar de estratégia o tempo todo. ETFs ajudam a reduzir essa ansiedade operacional.
O modelo mais comum: core em ETFs + camada de personalização
Uma abordagem madura é:
- ETFs como núcleo (exposição ampla, custo baixo)
- direct indexing como camada para quem precisa de personalização e gestão tributária
Isso reduz o risco de transformar a carteira em projeto infinito.
Seção de FAQ
Direct indexing vai substituir ETFs?
Não necessariamente. Ele cresce, mas ETFs seguem muito eficientes para a maioria em simplicidade e liquidez.
Por que advisors estão adotando direct indexing?
A pesquisa da FTSE Russell com mais de 400 advisors apontou tendência de crescimento e interesse na ferramenta.
Tax-loss harvesting tem risco?
Pode ter. Há risco de distorções temporárias de alocação e impacto em performance, dependendo da execução.
Como escolher entre ETF e direct indexing?
Objetivo, tamanho de patrimônio, necessidade de personalização e impacto tributário.
Conclusão
Direct indexing é uma evolução poderosa para quem precisa de personalização e eficiência tributária, mas não é “upgrade automático” para todo mundo. ETFs ainda vencem no dia a dia por disciplina, simplicidade e execução. O melhor caminho costuma ser combinar os dois com clareza de objetivo e gestão de risco.



