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Mais de 80% das altcoins do top 200 caíram em 24h, enquanto poucas como SpaceN, MultiversX, Terra Classic, Decred e Creditcoin dispararam. Entenda o que esse “dia de sangue” revela sobre risco e oportunidade em altcoins.
Introdução: quando o mar é vermelho, mas alguns peixes ainda pulam
O relatório diário de mercado trouxe um cenário clássico de “dia de sangue” nas altcoins:
- 82% das moedas do top 200 caíram em 24 horas;
- apenas uma minoria conseguiu fechar no positivo;
- dentro desse mar vermelho, algumas poucas foram verdadeiras festas de alta.
Entre os destaques:
- SpaceN (SN): cerca de +85% no dia;
- MultiversX / Elrond (EGLD): cerca de +43%;
- Terra Classic (LUNC), Decred (DCR) e Creditcoin (CTC) também com altas expressivas, de dois dígitos;
- no outro extremo, Monad (MON) caiu cerca de -11,8%, e tokens como Virtual Protocol, Ultima, Zora e NEAR apareceram entre as maiores quedas.
Ou seja:
o mercado de altcoins, como um todo, apanhou — mas as poucas moedas que subiram se moveram em extremos violentos, tanto pra cima quanto pra baixo.
Neste artigo, vamos entender o que esse tipo de dia significa na prática para traders e investidores:
- por que é comum ver queda generalizada com poucos “rockstars”;
- o que esses movimentos extremos dizem sobre liquidez, risco e especulação;
- como abordar esse cenário com cabeça fria, evitando virar “liquidez do outro”.
1. 82% das altcoins em queda: o que isso sinaliza sobre o humor do mercado?
Quando mais de 80% das altcoins do top 200 fecham o dia no vermelho, isso costuma indicar:
- ambiente de aversão a risco ou pelo menos de correção mais forte;
- preferência por ativos mais “seguros” dentro do próprio universo cripto (BTC, ETH, blue chips);
- menor disposição do mercado em carregar apostas especulativas ou projetos menores.
Na prática, significa que:
- quem estava exagerado em exposição a altcoins sente a dor com mais intensidade;
- posições em moedas menos líquidas sofrem mais com venda;
- stops são acionados com mais frequência — especialmente em quem usa alavancagem.
Esse tipo de dia é típico de fases em que o mercado:
- está digerindo um rali recente;
- está reagindo a notícias macro (juros, inflação, bancos centrais);
- ou apenas limpando excessos de alavancagem em derivativos.
2. Festa para poucos: SpaceN, MultiversX, Terra Classic, Decred, Creditcoin
Mesmo em meio à queda ampla, algumas altcoins dispararam:
- SpaceN (SN): alta diária de cerca de +85% — movimento típico de baixa liquidez combinada com fluxo concentrado e possível gatilho específico (listagem, parceria, especulação pesada etc.);
- MultiversX / Elrond (EGLD): subida em torno de +43%, mostrando como tokens de infraestrutura e L1/L2 conseguem se destacar em momentos de rotação de narrativa ou anúncio relevante;
- Terra Classic (LUNC), Decred (DCR) e Creditcoin (CTC): também em alta forte, com dois dígitos, reforçando a ideia de que sempre há “ilhas de euforia” mesmo em mares turbulentos.
Esse padrão reforça uma verdade incômoda do mercado de altcoins:
mesmo quando “tudo” cai, sempre existem alguns ativos voando — geralmente com risco bem acima da média.
Para o trader, isso é ao mesmo tempo:
- tentador (quem não quer achar o +85% do dia?);
- perigoso (porque esse tipo de movimento também pode virar -40%, -60% dias depois).
3. Top perdedores: Monad, Virtual Protocol, Ultima, Zora, NEAR
No outro extremo, temos as altcoins que mais apanharam:
- Monad (MON): cerca de -11,8%;
- Virtual Protocol, Ultima, Zora, NEAR e outras entre as maiores quedas do dia.
Esse grupo normalmente concentra projetos que:
- estão mais expostos a rotação de narrativa (por exemplo, narrativa de L1, IA, DeFi do momento que esfria);
- possuem menor liquidez — qualquer fluxo vendedor um pouco maior machuca o preço;
- carregam forte participação de varejo alavancado, que é facilmente liquidado em correções.
O recado aqui é simples:
altcoins são mais sensíveis ao humor do mercado — quando o vento vira, elas tendem a cair mais rápido e mais fundo do que BTC e ETH.
4. O que um “dia de sangue” em altcoins ensina sobre risco e oportunidade
4.1. Volatilidade extrema é recurso, não brinquedo
Quando você vê:
- +85% em um dia para uma altcoin;
- +43% para outra;
- altas e quedas de dois dígitos em 24h…
…isso deixa muito claro que volatilidade em altcoins é matéria-prima bruta.
Por um lado:
- é o que permite ganhos expressivos em pouco tempo;
- gera oportunidades de swing e day trade para quem sabe o que está fazendo.
Por outro:
- o mesmo movimento pode acontecer na direção contrária;
- entrar atrasado em “festa de alta” é receita clássica para comprar topo e vender no pânico.
4.2. Contexto manda mais do que o número isolado
Ver uma altcoin com +85% no dia é impactante. Mas sem contexto, o número engana:
- qual era a liquidez antes do movimento?
- o ativo já vinha de uma sequência de altas?
- houve news real (parceria, tecnologia, listagem) ou foi pura especulação?
- o projeto tem fundamento ou é só meme/hype de curto prazo?
Da mesma forma, ver -11% não significa necessariamente que “morreu”:
- pode ser apenas correção de um rali maior;
- pode estar reagindo a realização normal de lucro de quem entrou antes.
Sem olhar o filme inteiro (não só um frame), é fácil tomar decisões impulsivas.
5. Como o trader pode navegar em dias assim sem virar estatística
5.1. Se você opera altcoins, trate tamanho de posição como questão de sobrevivência
Algumas regras práticas que ajudam:
- nunca coloque em uma altcoin o mesmo peso que colocaria em BTC ou ETH — o risco é diferente;
- dimensione a posição pensando em quanto aceita perder se o ativo despencar 30% em pouco tempo;
- evite combinar alta volatilidade com alta alavancagem — é multiplicar risco sobre risco.
5.2. Não confunda sorte com habilidade
Se você acerta um movimento tipo +40%, +80% em altcoin, ótimo. Mas cuidado para:
- não assumir que isso vai se repetir todo mês;
- não subir a mão de risco de forma irresponsável porque “deu bom uma vez”;
- não ignorar o fato de que, para cada altcoin que dispara, há várias que morrem silenciosamente.
O mercado de altcoins é brutal com quem:
- não diversifica,
- não aceita stop,
- persegue pumps sem critério.
FAQ – Perguntas frequentes sobre dias de “sangue” em altcoins
1. É normal ver 80% das altcoins em queda no mesmo dia?
Sim. Em dias de correção mais forte ou de aversão a risco, é comum ver a maioria das altcoins no vermelho, enquanto poucas se salvam — geralmente com movimentos extremos.
2. Vale a pena tentar “garimpar” a próxima altcoin que vai subir 80%?
É extremamente difícil prever qual ativo vai entregar um movimento desses antes do fato. Normalmente, a probabilidade de entrar depois da alta e virar liquidez para quem comprou antes é maior do que a de capturar todo o movimento. Por isso, essa abordagem precisa ser vista como especulação de altíssimo risco, não como estratégia base.
3. Por que altcoins caem mais que Bitcoin em dias ruins?
Porque:
- têm menos liquidez;
- concentram mais varejo alavancado;
- são mais sensíveis a rotação de narrativa;
- são as primeiras a serem vendidas quando o mercado quer reduzir risco.
BTC e ETH ainda funcionam como “porto menos arriscado” dentro do universo cripto.
4. Dias assim são bons para comprar ou para ficar de fora?
Depende do seu perfil e da sua preparação:
- investidores de longo prazo podem enxergar essas quedas como oportunidades de reduzir preço médio em projetos de alta convicção;
- traders de curto prazo podem encontrar setups interessantes em reversões e pullbacks;
- quem está operando só pela emoção tende a fazer besteira, seja comprando pânico, seja perseguindo alta.
Sem plano, qualquer decisão tende a ser ruim.
5. Como usar essas informações para educar seu público?
Você pode transformar este tipo de dia em conteúdo do tipo:
- “Altcoins em dia de sangue: por que poucas sobem quando quase todas caem”;
- “3 lições de gestão de risco em dias em que 80% das altcoins estão no vermelho”;
- “Cuidado com o FOMO: o que ninguém te conta sobre a altcoin que subiu 80% hoje”.
Conclusão: extremos fazem barulho, estatística come quieta
O quadro que você trouxe —
- 82% das altcoins do top 200 em queda,
- poucas moedas como SpaceN, EGLD, LUNC, DCR e CTC disparando,
- outras como Monad, Virtual Protocol, Ultima, Zora e NEAR entre as maiores quedas —
é o retrato perfeito do que é o mercado de altcoins:
muito barulho nos extremos, e uma estatística silenciosa em que a maioria dos ativos oscila ou perde valor enquanto poucos viram manchete.
Pra quem opera ou investe nesse ambiente, a chave não é adivinhar qual será a próxima SpaceN do dia, mas:
- entender o nível de risco que altcoins carregam;
- usar volatilidade como ferramenta, não como vício;
- proteger capital para continuar jogando o jogo no próximo ciclo.



